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quarta-feira, 28 de março de 2012

Aprovado projeto que proíbe música que ofenda mulheres

Na Bahia um projeto de lei que ficou conhecido como ‘antibaixaria’ está causando polêmica e divide opiniões.
Para a deputada Luiza Maia (PT), muitas músicas fazem sucesso, mas em algumas as letras são ofensivas às mulheres. O projeto da deputada quer a proibição do uso de dinheiro do estado para contratar artistas que toquem músicas que ofendam as mulheres. Ele foi criado em junho do ano passado, mas só agora entrou na pauta da Assembleia Legislativa da Bahia.
A votação durou duas horas. O projeto foi aprovado por 43 votos a 9 e recebeu uma emenda que inclui músicas que fazem apologia ao uso de drogas e à homofobia na proibição. “Eu acho que passaram todos os limites da degradação da mulher. Precisava ter um freio. Por que a repercussão do projeto? Porque as mulheres baianas não aceitavam mais”, avalia a deputada Luiza Maia, autora do projeto.
“É uma lei contrária à brincadeira, à liberdade de expressão dos artistas e à própria linguagem do povo”, afirma o antropólogo Roberto Albergaria.
Agora o Projeto Antibaixaria vai para o governador do estado, Jaques Vagner, que tem 30 dias para decidir se ele vira lei ou não.
Fonte: G1
Assista ao vídeo:

domingo, 4 de março de 2012

Alunos começam a cumprir ‘Lei do Pai Nosso’ em cidade baiana

Começa a ser colocada em prática a lei de número 3.589/2011, que ficou conhecida como lei do “Pai Nosso”, nas escolas da rede municipal de ensino da cidade de Ilhéus, no sul da Bahia. Os alunos, que recomeçaram as aulas no dia 13 de fevereiro, devem rezar todos os dias antes das aulas.
No Instituto Municipal Eusínio Lavigne, que possui 1.700 alunos, uma das maiores unidades de ensino da cidade, os alunos e professores obedecem o ordenamento. A estudante Rafaela Lima é evangélica e comenta que modifica algumas palavras da oração para seguir a regra. “A gente ora do jeito que está na Bíblia, em casa, onde a gente estiver”, conta.
Apesar de a lei determinar obrigatoriedade, o diretor da unidade, José Eduardo Santos, afirma que a escola não impõe a prática diária da oração. “Nós não conduzimos, nem impomos. Fazemos, de um modo geral, por amor. Aqueles que são católicos, que creem, que confiam, participam. Aqueles que não acreditam, a gente respeita a religião de cada um”, comenta.
A secretária de Educação, Lidiany Campos, relata que a administração municipal se reuniu com gestores escolares e diz que considera a oração importante. “A nossa orientação é de que não exista jamais algum tipo de pressão no sentido de obrigar o professor no cumprimento da lei”, reafirma. A lei foi sancionada em dezembro do ano passado pelo prefeito Newton Lima (PT-BA).
Segundo disse ao G1 em janeiro, a secretária acredita que a iniciativa é positiva porque pode amenizar a violência juvenil. “Apesar de o estado ser laico, é importante a crença, acreditamos nisso, principalmente nas escolas, em que o índice de violência é grande, há inversão de valores, quem sabe a religião ameniza”, afirma Lidiany, que é professora da rede municipal há 26 anos.
O vereador evangélico Alzimário Belmonte (PP-BA), autor da lei aprovada na Câmara local, afirma que a intenção é despertar nos jovens a importância de valores. “É uma lei extremamente livre. Eu não coloquei na lei nenhum artigo que tem que ser todos os dias, não coloquei também nenhuma penalidade, nenhuma sanção para quem não queira orar”, argumenta.
Fonte: G1, Via- VerdadeGospel.com